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El Niño: entenda o fenômeno que intensifica os fenômenos climáticos
2026 pode sentir os efeitos mais intensos já registrados
Radioagência Nacional - Por Priscilla Mazenotti
Publicado em 21/08/2026 15:16
Meio Ambiente
© ASA / Divulgação

Seca no norte, chuvas no sul, ventos fortes e ciclones no sudeste. É o Super El Niño batendo às portas. Uma oscilação climática que pode ser a mais forte que já enfrentamos. Isso tudo tem a ver com a temperatura da terra e quem controla essa temperatura é o oceano. O Diretor de Pesquisa e Inovação no Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas, Andrei Polejack, que deu o panorama.

"O monitoramento dos el niños  é feito olhando a temperatura da água no Pacífico Sul,  na frente da Costa Rica. E aparentemente esse ano ele tem aumentado muito a temperatura num nível que ele pode chegar super forte, que é o maior nível que a gente já tem. E algo semelhante a isso não acontece há muitos anos. Então as consequências que a gente já teve no passado recente é de muita seca na região Norte,  enxurradas e com potencial de inundação na região Sul. Mas ainda não podemos determinar o que que de fato vai acontecer."

A previsão é de que esse fenômeno dure até o outono, mas ainda não se pode cravar se o cenário futuro é de piora ou se os fenômenos extremos serão mais frequentes. Mas segundo o professor Ricardo Camargo, do Instituto de Astronomia e Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, diz que não dá para pensar em melhora.

"Se a gente der uma de roteirista e olhar os capítulos anteriores do que já experimentamos desde a era satelital dos anos 80 que os fenômenos el niños começaram a ser monitorados,  dá pra imaginar que a situação que está por vir não deve ser melhor ou menos grave do que todas as que nós já enfrentamos".

Outro detalhe dado pelo professosr:  que a expressão Super El Niño não existe tecnicamente, mas que é uma terminologia que tem sido usada por conta justamente do calor e dessa regulação de temperatura. O fato é que os impactos do Super El Niño estão em discussão no mundo todo. Aqui no Brasil, inclusive, a Aneel, que é a Agência Nacional de Energia Elétrica, discute formas de fortalecer o sistema elétrico, com a possibilidade de antecipação de estoque de combustível no Norte.

 

 

 

 

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
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